sábado, 18 de setembro de 2010

Intimidade


  Tenho milhões de defeitos e a minha alma chora
  Duvidas não me faltam porem eu não pergunto,
  Se não entendo não ligo, eu finjo que entendo, 
  Sou superficial e minha cabeça dói, 
  Sempre que me preocupo com outra pessoa
  Não sou fechado, apenas vaidoso
  Minha vaidade me persegue por aonde quer que eu vá
  Minha mente não conversa comigo, 
  E meus sentimentos agem por conta própria, 
  Ninguém me consulta mais, decisões são tomadas, 
  Quer eu queira, quer não, 
  Isso já não importa mais.
  Minhas entranhas são doces e eu me alimento da placenta
  Direto da fonte vem meu alimento.
  Que ninguém se engane, 
  Não sou estranho, sou diferente
  Um pouco mais, um pouco menos, sou diferente.
  O que penso ninguém sabe,
  Minha mente é um livro aberto,
  Por favor, não arranque as paginas;
  Sou sensível ao toque,
  Sou luz e sentimento, 
  Quando não sei o que dizer, 
  Fico em silencio, todavia, jamais me calo
  Sou caleidoscópio em mim,
  Só eu me enxergo no intimo e no meu profundo,
  Mas não sou difícil de ler, 
  Sou tão fácil que acaba se tornando difícil.
  Sou um livro aberto e, por favor, não arranque as paginas.



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